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cores

09/14/2009

então o fogão chegou. e descobri que ele é azul.

tudo bem? tudo bem, se a geladeira não fosse vermelha.

quem me conhece sabe que eu não tenho dom pra combinações. mas nesse nível é supreendente até pra mim. então, basicamente, vou ter de assumir que eu sou uma pessoa colorida mesmo e descombinadinha.

fora isso, ele é lindo. meio brilhoso demais (comprar coisas pela net tem dessas surpresinhas), mas é lindo.

o sofá vermelho (sim, definitivamente é a minha cor) flertou demais com o amarelo e acho que ele puxa mais pro laranja (sem caretas, não é feio). digamos que seja um vermelho alegre.

os talheres são básicos e agora faltam pratos. como é difícil escolher pratos, não? 

o colchão chegou. as lixeiras chegaram. os livros chegarão, os dvds também. roupas e sapatos. só falta eu.

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então…

09/06/2009

então chegaram a cama e o armário. não são lindos como a cama e o armário que eu quase comprei, mas são limpinhos, rs.

a geladeira e o fogão devem chegar na próxima semana e aí já poderei me instalar.

já tem também um monte de lençóis (um monte = 4 jogos, rs), edredom e manta, porque ô bairrozinho frio (detesto aquele frio que faz lá…úmido, pegajoso, nebuloso, garoento…eca), e um monte de toalhas (idem tradução acima).

agora to fazendo listinha do que falta…

pratos, talheres (dúvidas e dúvidas nesse item), organizadores (sim, não há espaço pra armários), e mais um monte de coisas que vou lembrando com o tempo.

ah…detalhe mui relevante: está limpo! sim, rolou faxina. Lele, as manchas na parede branca são sujeira e saem se você limpá-las. (sim, eu sou implicante).

so…that’s all folks!

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blablabla da casa nova

08/23/2009

Então ontem eu comprei meu ferro. Não tenho tábua de passar roupa, nunca tive, sempre passei a peça do dia em cima da minha cama. Mas por algum motivo insuspeito, a casa nova exige uma tábua de passar. Não sei nem onde vou enfiá-la, mas hei de tê-la.

Comprei também o chuveiro. Aiai…essas pessoas pró-ativas: comprei o tal no supermercado e estava na fila do caixa, ensacando my groceries, quando a cliente que vinha logo depois de mim sussurrou alguma coisa para mim. Não ouvi, porque estava ouvindo música. Primeiro trabalho de Hércules: tirei o fone e perguntei: Oi? E ela: esse chuveiro custa dez reais a menos não sei onde. E mais alguma coisa que não entendi. E daí eu dei satisfação pra uma completa estranha pró-ativa: É que eu pago no cartão alimentação, daí que não uso dinheiro. Ela falou mais alguma coisa, envolveu a caixa na conversa também. E eu ainda saí desse colóquio com a sensação de que eu pareci meio esnobe. Não foi minha intenção, nunca é, mas é que realmente fiquei sem graça. Sem saber o que responder. Aiai…essa gente pró-ativa…

Já comecei também a arrumar minhas tralhas e relembrei alguns pertences: já tenho copos (ia comprar a mesmíssima meia dúzia de copos no super ontem, inda bem que não comprei), faca, colher de silicone, paninhos mil, cafeteira (me pergunto se terei coragem de sujar a cafeteira pra fazer café só pra mim…), panela de pressão (será que farei feijão só pra mim…provável que não, mas a panela estará lá) e canecas…muitas canecas. Adoro canecas. Mas acho que na miniminimini cozinha não terá espaço pra tanto treco (sim, porque outros virão). 

Ando me perguntando se uma pessoa realmente precisa de tanto treco pra viver sozinha…mas enfim, tem sido mais divertido do que eu imaginava.

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os dias

07/10/2009

os dias têm sido cansativos e eu sinto a fadiga se acumulando sobre a minha pele. trabalho árduo e improdutivo, por isso, desanimador. espero sobreviver inteira pra ver o dia em que eu terei domínio da situação. será que eu terei domínio da situação?

descubro nesses dias que as madrugadas e a noite são solitárias. e eu gosto disso. os horários de rush são da multidão. não me orgulho, mas não me envergonha assumir que eu prefiro não ver tanta gente assim. ruas vazias em horários remotos. é o consolo possível.

meus ombros se curvam e não seria nada mal ter alguém que os massageasse. minha fantasia recorrente nesses dias: chegar e encontrar o banho pronto, a cama feita, a cama quente e gente. não muitas, porque, como já dito, não gosto de muitos. um só estaria bom.

enfim, dias. que passem, que venham, que tragam novidades e flores. amém.

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needs

06/15/2009

Um apartamento para chamar de meu;

Um coloabraçoapertadobeijosmolhados pras noites frias, muito frias;

Paciência…ai…tanta paciência;

Tolerância…ai…tanta tolerância;

Sapiência, muita, muita…porque a coisa tá meio braba pro meu lado;

Não é pedir de mais…ou será que é?

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sonhos

04/12/2009

Então, no sonho foi assim: ela o encontrava e ele vinha cumprimentá-la. Beijinhos na bochecha, certo? Errado. Ele a beijava no cantinho dos lábios, sabe aquele beijo que quase toca os lábios? Que se você se virar um milímetro vira selinho? Pois é, foi esse. E depois, surpreendentemente, ele a beija na testa, e nas pálpebras e ela quase sente o próprio sorriso nesse momento. Abre os olhos e diz pra ele, que sorri também, “só faltou o queixo”. Ele sorri um pouco mais e a beija no queixo.

Corta.

Ele se afasta e ela revira os olhos. Saca clichê de mulher encantada? Então, foi assim o revirar dos olhos. Quando foca o olhar novamente uma terceira pessoa a observa, curiosa. E acaba o sonho.

Engraçado como quase nunca lembro de sonhos. Aliás, minto. Lembro deles apenas por cinco segundos depois de despertar. Depois eles se esvanecem com a rotina do levantar, tomar banho, viver. Mas desse eu lembrei. E fiquei surpresa porque havia muito tempo que o mocinho desse sonho não invadia meus pensamentos. Fiquei pensando…de onde ele ressurgiu? E mais surpresa ainda porque havia ido dormir pensando numa figura que nem figuração fez no tal sonho. Doidices.

Mas a conclusão desiludida a que cheguei foi que…poxa…nem no sonho dá pra beijar a figura? Que saco!

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acabou-se

03/24/2009

Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Fernando Pessoa é o cara só por essa frase (eu mesma me surpreendo com os absurdos que eu falo).

A verdade é que ficaram algumas lições, uma fantasia realizada, um pouco mais de conhecimento sobre mim e um pouco mais de conhecimento sobre os outros (leia-se “a tortuosa mente masculina”).

Algumas questões práticas depois do fim de um casinho:

1) Deletar no orkut é deselegante, rude? Não sobrou amizade e deixar a avatar seria incômodo.

2) Ainda que seja rude…e daí, não é?

E a grande questão: se relacionar com outra pessoa dá tanto trabalho, dor de cabeça e tudo mais. Ser sozinho dizem que não é saudável. Mas confesso…não me pega mais essa cobrança de “tenho que ser a metade da laranja de alguém”.

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03/14/2009

Por que eu sempre me pergunto coisas que não deveria me perguntar?

É estranho demais entrar no mundo de uma outra pessoa. É estranho e fascinante ao mesmo tempo. Mas nossa…dá um trabalho. E enche sua cabeça de perguntas, de medinhos nada a ver. De serás…

Sei lá…momento meio Lost.

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as lojas americanas e o troco de 1 centavo

03/05/2009

Desde que os marqueteiros perceberam que preços terminados em 99 centavos estimulavam o consumo, virou regra as grandes lojas de varejo utilizarem-se desse tipo de marcação de preço. A explicação que costumam oferecer é que como lemos da esquerda para a direita, nosso cérebro processa o primeiro número, ignorando que R$0,99  é na prática R$1,00. Faz sentido? Acredito que sim. Atire a primeira pedra quem nunca entrou numa loja de R$1,99 e depois argumentou com o mundo que “ah…tudo tão baratinho…tudo a um real…”.

Pois bem. As Lojas Americanas, como boa rede de varejo que são, também se utilizam dessa prática. Até aí nada demais, cada um usa o marketing que lhe convém e que se mostra mais eficiente. O problema começa quando rola desrespeito. Ontem comprei um pacote de fraldas que custava R$11,99. (meus dois leitores queridos, não se descabelem, eu não estou grávida). Paguei com uma nota de R$20,00 e o caixa me perguntou se eu tinha R$2,00 trocados. Enfiei a mão no bolso e de fato tinha uma nota de R$2,00. Entreguei a ela e recebi o troco de R$10,00. Peraí, não tá faltando R$0,01 nessa conta não?

Não é a primeira vez que acontece e provavelmente não será a última. Antigamente os caixas ainda tinham algum pudor e perguntavam “Posso ficar devendo um centavo à senhora?” (hohoho, sou uma senhora, me respeitem). É o tipo de pergunta a qual quase ninguém diz não. Eu achava educado, afinal o dinheiro é meu, logo, abrir mão dele deveria passar pela minha autorização pelo menos. Mas o que percebo é que essa prática morreu. Os caixas simplesmente fingem ignorar que o dinheiro é seu e te dão o troco redondo automaticamente.

Não, não reclamei, não pedi meu centavinho. Mas reparei. E considerando que, pela minha experiência, não se trata da atitude isolada de uma empregada e sim de toda a empresa (não é possível que todos ajam da mesma forma sem uma orientação a esse respeito), resolvi que na próxima vez serei a cliente que questiona “tá faltando um centavo nessa conta” e aguarda pacientemente pelo troco correto. Desnecessário dizer, mas…não é pelo dinheiro, é pela falta de respeito. Querem usar plaquinha de qualquer coisa 99? Pois então que paguem o preço pela utilização dessa prática. Gente mais safada…

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coisas esquecidas, coisas relembradas

02/02/2009

Não estou muito certa disso e meu julgamento está comprometido porque estou em crise de abstinência, mas…o encantamento por outra pessoa é uma das melhores drogas que já inventaram. A leve ansiedade diante da perspectiva de encontrar alguém. O riso frouxo depois de momentos prazerosos juntos. A surpresa genuína diante de atos e palavras não suspeitadas…enfim, todos os elementos que compõem o encantamento por outra pessoa nos dão uma onda tão poderosa, prazerosa, que me pergunto como é possível viver tanto tempo sem isso.

E sim, infelizmente é possível, porque esse tipo de barato não é vendido na farmácia da esquina. E muitas vezes é difícil definir e estabelecer os ingredientes necessários para que ele ocorra. Simplesmente acontece. Ou não.

Às vezes você encontra esse encantamento em simples trocas de palavras. E esse fato é só mais um exemplo de como nosso cérebro é o melhor brinquedinho que já inventaram.

Eu não lembrava mais como era. E, agora que lembro, que senti o barato de novo…eu quero mais.